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Publicidade no Japão

Publicidade no Japão

Primeiro vamos tirar o elefante e o morcego da sala: voltei da minha viagem ao Japão sem Coronavírus, pouco antes do país começar a fechar as portas. Felizmente, os 15 dias que passei no país foram suficientes para absorver cultura e observar comportamentos e situações que não vemos por aqui, inclusive quando o assunto é publicidade no Japão.

Observando os grandes prédios modernos de Tóquio e Osaka, ou a mistura de tradição e história de Quioto, ou até mesmo a calmaria serena de Kawaguchiko, aos pés do Monte Fuji, fica bastante claro como os japoneses têm seu próprio modo de fazer propaganda. A junção improvável de uma cultura milenar, respeitada e rigorosa, com uma cultura pop, tecnológica e divertida, faz do Japão um rico centro de ideias, contrariando aquele clichê de que tudo por lá é parecido. Cada canto do país reflete o seu próprio tipo de publicidade, ousada e criativa, mesclada com luzes neon e com referências a animes e mangás.

O Equilíbrio Criativo da Publicidade no Japão

É este equilíbrio entre o velho e o novo, o chamativo e o sutil, que transforma a propaganda japonesa. As estações de metrô e os próprios trens estão repletos de panfletos, às vezes iguais um ao lado dos outros, que acabam se tornando parte daquele habitat urbano. Grandes lojas, como farmácias e conveniências, possuem comerciais de áudio e vídeo em seus interiores que ao mesmo tempo que irritam pela repetição também fixam o produto em nossa cabeça (por pouco não aprendi a cantar em japonês a música de um comercial de shampoo). É uma rotina enraizada no cotidiano e que funciona de maneira mecânica, sem ser artificial.

Outro exemplo: um creme antirrugas trazia no rótulo a imagem de um bebê fofinho, com a promessa de promover uma pele mais jovem. No Brasil, talvez a marca receberia reclamações de “propaganda enganosa” por não transformar velhos em bebês. Mas a ideia da embalagem faz sentido: o que chamaria mais atenção numa gôndola de mercado – uma embalagem comum ou um bebê sorrindo, cheio de jovialidade?

Essa forma de comunicação lúdica é algo que precisamos aprender com os japoneses. Por meio de recursos visuais chamativos, equilibrado com um processo de convencimento mais sutil e polido, faremos com que o produto chame atenção e dê vontade de comprar só por aquilo que se está vendo no anúncio. De forma bem executada, com boas gotas de espírito criativo e dando aquele gás na comunicação, conseguiremos tornar tudo isso possível.

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Luís Krenke

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